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O Mínimo que Você Precisa Saber para não Ser um Idiota

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O nosso futuro é fruto do passado, por isso, a repetição de consequências desagradáveis pode ser inferida pela repetição da forma de se fazer politica. No entanto, o agravamento da situação depende do aprimoramento da covardia de supostos heróis nacionais, que se revezam na trincheira politica. Rui Barbosa, primeiro ministro da Fazenda republicano, fez uma Reforma Bancária visando uma expansão monetária de grandes proporções para atender as demandas crescentes de novos negócios.  O plano econômico autorizou bancos privilegiados a emitirem notas lastreadas em bônus do governo. Manifestações contrarias ao privilegio levou o governo a admitir que outros estabelecimentos fossem credenciados e viessem a emitir dinheiro. Prontamente atendeu ao interesse da elite, facilitando ações desonestas e o descalabro que se registrou na Bolsa de Valores. (IPEA) Com intenção de promover a industrialização e estimular a atividade econômica, o resultado foi um dos maiores surtos inflacio...

Um peregrino na terra desolada

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Essa reflexão não trata de um acerto de contas com o passado, muito menos tem a intenção de confortar a legião de neuróticos que vasculha as minhas redes sociais a procura de aliado ou inimigo. Portanto, estou longe das benesses do Estado, das ideologias e dogmas. E assim pretendo me manter. Quero por hora apenas contar uma história que apesar do longo tempo transcorrido não precisasse acrescentar ou muda-la de perspectiva para que se mantivesse fiel às origens. A condição para tal desafio foi esperar. O tempo para adquirir a experiência necessária e tratar as evidencias sem paixões. E, para que se sobressaísse registrei no pequeníssimo mosaico, pedaços de frase, imagens vivas da memória pessoal, que escora as ruínas de um propósito maior. O resultado não pode ser considerado abusivo, são fatos impostos por crimes de sangue . Domênico Tanganelli , meu tio-bisavô, homônimo de meu avô recebeu homenagens de familiares, tios, primos, inclusive minha mãe e meu irmão. Essa tradição, po...

Poesia

Os dias se acumulam,  Apoiados no vácuo,  Maresia,  Perplexidade,  Cuja amizade rara,  Ofende a alma exilada,  Solitária,  Vai, Navega pensamento.

Canto da praia, poesia

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O canto dos pássaros, rumor de infinitas ondas imaginárias, é o sal das sensações, na minha praia de todas as manhãs.

Sofia, poesia

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Quando eu digo que te amo, não jogo conversa fora. Não é só fonética e linguística... Há vida. Tudo faz sentido, quando eu digo que te amo. A dedicação da Sara, o Nirvana do Demian, o Belchior do Daniel, a conversa com as plantas, o ritual dos passarinhos, a água para beija-flores, o sono com o Satan, o lamento, a morte das abelhas, a alegria, o nascimento de uma mosca. A solidão e o encontro. O céu e as estrelas. Tudo isso faz parte da minha vida. Coisas banais? Não sei, Sofia. Mas penso, vou ao limite do desespero, a beira do abismo sem fim, se for preciso para compreender. Tudo, só para dizer, que Te amo!

Vai trabalhar, vagabundo

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Gustavo nada Franco após a derrocada do barqueiro de almas penadas, assumiu a mesma mania de ostentação, vazio intelectual e ganância desmedida. Ao contrário do naufrágio no banheiro da mediocridade de William, ele trouxe outras preciosidades. O ex-BC, ameaçado pela própria incompetência tenta encobrir o obvio. A conta dele não fecha devido à sonegação e corrupção. "Não é coisa de preto!" Não adianta vir feito capataz do The World Bank, deformar a realidade e cheio de boas intenções disfarçar, a vergonhosa covardia da elite delinquente do Paradise Papers para saquear o Tesouro. Em sua principal tese, o garboso imodesto da gloria que nunca teve, arremata. "Vendam tudo o que vocês têm e nos deem o dinheiro” Esquecendo-se que 71% dos impostos são arrecadados das camadas mais pobres da população (consumo e IR) enquanto os 3% mais ricos devem 2 trilhões ao Tesouro e as maiores empresas 1,5 trilhões, judicializado no Carf até a prescrição. Fora isso temos Mariana, esqu...

Open Society

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O velório mal havia começado, eu cheguei: 'Fina renda. Mão fria. Placidez aguda. Pai Nosso. Ave Maria. Ruth dormia.' Lá pelas tantas ouvimos do cauteloso assessor: ”O que é que esse fdp veio fazer aqui!” Teria ele dado o alerta, a fim de evitar uma intimidade perigosa com os demais? Absolutamente não. Não creio, que o visitante fosse tão inoportuno a ponto de não poder circular pelo velório. Obviamente, que esse aspecto policial não caiu bem. Foi sórdido. Porém, no ambiente político não falta gente disposta a oferecer a persistente miséria como prova lealdade. O clímax no encontro de lágrimas discretíssimas se deu justamente nesse momento; Formalidades de lado, a voz do lacaio em alto e bom som na Sala São Paulo desfez a delicadeza do ato. Em instantes, admiradores consternados foram transformados em adversários. Como interpretar essa aversão, a presença do Geraldo? Sem o qual, o PSDB já teria perdido o rumo. Mas, afinal, o que sobrou da minha singela comoção? ...

Realmente, o Brasil do Império foi mais bem frequentado.

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Da legalidade da primeira Constituição Republicana de 1891 que excluiu o direito a educação básica, (garantida no Império) e levou metade da população ao analfabetismo até 1950; Da ilegalidade dos 7.500 reais referente à Fiat Elba que culminou com o impeachment de Fernando Collor de Mello até a legalidade da renuncia fiscal no valor de 1 trilhão de reais em favor de petroleiras estrangeiras (Michel Temer/José Serra)   O que me preocupa não é o pensamento rasteiro de uma elite que remenda com o judiciário o caminho onde a dignidade jamais dará conta de chegar.  O que me preocupa é que o sistema em si é miserável. Nasceu miserável e vive da miséria dos miseráveis que produz. PEC55. O que me preocupa, portanto não é a corrupção, mas a própria legalidade dessa democracia. Essa que mais uma vez confisca nossos sapatos enquanto aumenta a produção de tachinhas se preparando para nos oferecer OxyContin. Alivio para dor. Na forma da lei. Seriam as boas vindas à família S...

Se a lucidez tardia de Armínio Fraga faz-me rir, o que dizer da amnésia de Paulo Guedes?

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FHC produziu a LRF com intenções. As boas foram divulgadas. Outras nem pensar. Penso eu Com a ideia de equilíbrio fiscal foi ovacionado. Quem diria o sociólogo misantropo, finalmente, vingara. Receitas e despesas num bloco só. Pétrea enregelada. Foi? De um lado, Laje: DRU1, DRU2;DRU3 do outro, subsidio, desoneração e Carf. Privatiza; Zera Lucros e Dividendos. Estanca arrecadação em fonte especifica. Pompa dos ricos e famosos. Ovacionado. Tradução, FHC gostou do Bill mas era apaixonado mesmo pelo Reagan. O homem máximo do Estado mínimo. Pra o galhardo o garladão. Mas o povo precisa sobreviver comer, vestir e beber! Faz faxina, lava e passa. Lomba caixa; pilota moto e mascateia. Constrói barraco e faz filho. Deles 71% da arrecadação; Consumo e IR Aí vem o Soros apontar o Brasil que ELE quer. Mauricinho, calma lá! Diz aí: Se descontinuar a sacanagem da concentração, dá merda! Logo vem voto distrital puro, coisa e tal. Aí a merda é grande! Como os filhotes da Fiesp vão se virar? ...

Esperando Godot

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Quando a ordem legal se transforma em obstáculo para maior eficiência e qualidade no atendimento ao cidadão levanta-se a hipótese de reformas do aparelho do Estado. O que parece obvio. Todavia é preciso considerar, que mudanças na cultura administrativa não seriam suficientes para que certas contradições deixassem de existir na política brasileira. Refiro-me ao sistema legal vigente, cuja origem remonta a  Proclamação da Republica. Aclamado brasileiro do século, Ruy Barbosa  foi o grande organizador da Republica, além de autor da Constituição da Primeira Republica e primeiro Ministro da Fazenda. No entanto pesa contra o baluarte das ciências jurídicas do Brasil a exclusão da Constituição o direito a educação básica garantido no período imperial. (exceto para escravos) Portanto, o senhor Barbosa, coloca-nos diante da questão, se o expoente fundador da Republica foi capaz daquilo, o que esperar disso, as reformas em curso no Brasil? Consolidando-se a ca...

Em memória de Pôncio Pilatus.

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"Disse-lhe Pilatus: O que viestes fazer aqui, onde as pedras são menos duras que os corações desses homens, que têm na hipocrisia e soberba, valores, que os levam a desprezar a massa ignorante? Jesus, respondeu: Eu vim a este lugar testemunhar a verdade. Então me responda, O que é a verdade? ( Silencio)." Passados dois mil anos, os sinais reaparecem em novos modelos.  Dentre eles, o discurso de ódio perdeu espaço para a tolice, que agora cumpre a função do discurso de ódio e invade o nosso ser feito cócegas, então rimos. No mal estar da alegria as ideias tornam-se vagas e os argumentos rasos. "Uma pessoa cai, nós rimos. A mídia reproduz, nós rimos; reinterpreta, nós rimos; reinventa a cena, nós rimos. E ao recordarmos, rimos automaticamente." Eles fizeram uso primoroso disso para promover a infindável lista de Barrabás contra o único Cristo, o povo. E no  humor reside a terrível covardia. Sequencia diabólica de  rentistas,...

Poesia da irremediável tristeza: Luto

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                                         Em memória de Satan * 16/01/2000 + 18/10/2016 Luto hora imprópria que não vence, morada impossível que me habita. No silêncio da casa pelas manhãs, o coração puro não bate mais. Aqui, a solidão é o chão que eu piso, as coisas que eu faço, o agora.  Nesta grande casa, feita de pequenas coisas acuso desvairado a sua presença. Fustiga-me o senso, intenso o brilho que o olhar cruza. Reclusa, nebulosa lucidez errante em face de sombrio espelho se desfaz. Extinto o tempo, insisto. Tu que me conheces tão bem, onde estás? Hesito. Atormentado o chamo pelo nome, o esconderijo preferido e puxo a conversa de todas as horas.  O silêncio comunica-me a loucura. Caio no abismo do tempo e saio porta afora. Volto, trago pães e imagens do destino, ando pela casa, faço café, bebo e choro. Rabisco impressões; Dissolve o sal, ...

Enquanto ouvia Richard Wagner ...

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O celular começou a vibrar insistentemente... Era mais uma sessão de discurso de ódio retransmitido pela enésima vez via WhatsApp. Todavia nesse dia resolvi dar um basta e chamar atenção do meu amigo por difundir opinião tão infecciosa. Primeiro, porque ele é judeu, já foi vitima desse tipo de coisa e sabia do que eu estava falando. Segundo, tenho um bom relacionamento com pessoas, independente de suas opções ideológicas e sobretudo porque sabia que por detrás de quem privilegiou disseminar esse tipo de infâmia batia um coração sensível. Mas, nem por isso deixei de me questionar, onde estaria aquela pessoa sensata, coerente e amável que eu conhecia no ato de me expor a imagens terríveis? E foi pensando nele que resolvi escrever. O impulso que levou as pessoas às ruas pós 2013 não reforçou a democracia. Querem fazer crer o contrario, mas foi mera ilusão. Querem fazer crer, embora a ruptura seja evidente.  Perceba, a partir de 2014 acomodaram-se os semelhantes no Cong...

Infâmia e Judiciário. Prefácio, Sergio Machado, conclusão Teori Zavarski.

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Depois da condenação de Sergio Machado o meu olhar dirigiu-se para origem. Por mais que tentasse divergir de mim mesmo a justiça revelava sua atitude perante o enunciado que produzia. No ir e vir do pensamento contra intuitivo a lucidez despontou. E a herança memorial que nos é imposta, que se repete a cada decreto, emenda, eleição, denúncia, julgamento, nossa bíblia, a corrupção emergiu do volume morto . E sobre ela a teoria da justiça brasileira menos como formalismo e mais como estilística a serviço da infâmia. Na qual, se tece a trama densa das leis onde se mistura a magia das palavras que tanto encanta a sociedade; com outra força menos evidente que a sociedade desconhece e não consegue desembaraçar-se, a magia negra impressa nas entrelinhas da impunidade cravadas nas decisões judiciais.  ( http://claudemir-sereno.blogspot.com.br/2017/02/faltou-tornozeleira-guilhotina-nao-vai.html ) Na grande amplitude de sentidos, na dilatação dos processos produz-se a verdade ne...

A terra desolada. Uma análise

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Por qual motivo os processos investigativos são frequentemente paralisados ou inviabilizados em determinadas esferas de poder?  O que a verdade poderia trazer de surpreendente para ser reprimida em nome da ficção política e jurídica disseminada pela mídia? Antes da sessão do impeachment o Congresso já havia deixado a ideia de causa e efeito de lado. Aliás, bem construída ao longo dos primeiros anos da Operação Lava Jato que buscava a origem da corrupção. Mas, que de repente assumiu outra dimensão, a da culpa e perdão .  Por incrível que pareça sinalizada por Sérgio Moro ao se desculpar perante o STF por ter extrapolado os limites de sua competência no vazamento de interceptação telefônica não autorizada envolvendo a Presidente da Republica e o ex-Presidente para Rede Globo de Televisão. A mesma  tese sinalizada foi assumida por outros envolvidos em crimes de corrupção como doutrinária: da graça, da redenção e do perdão . Uma farsa desprovida de realidad...

Estado de Bem Estar Social Para Ricos.

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Apesar do título a idéia de Welfare State está fora de questão, não pretendo aqui e agora tratar dela, mas de uma outra imagem dela. Mais polemica. Pretendo, enfim tira-la das mãos de um estranho monopólio formado por alpinistas sociais, cujo poder de dissuasão é muito grande. Os liberais até certo ponto, daí pra frente falam muito sobre esse assunto e quase tudo, porém pela metade. São eles, nossos homens de sucesso na Forbes. Banqueiros, pais das causas perdidas. Portanto eu quero me afastar do terrorismo da linguagem econômica dessas pessoas, que vivem rondando as finanças publicas. Farejadores de recursos que nutrem e que protegem a ascensão de uma casta vinculada menos ao equilíbrio fiscal, capacidade contributiva e mais a deformação e desagregação de valores liberais. Dessa forma podemos falar no uso de uma definição negativa do conceito de Welfare State. Onde elementos incompatíveis são perenemente obrigados a misturar-se. Não quero com isso negar o esplendor da riquez...