No auge da sabedoria Oscar Niemeyer arremata com a desconcertante frase a longeva e brilhante carreira... Essas palavras fundamentaram a grandiosa obra do ilustre brasileiro. Na verdade o gênio destaca por meio delas o legado da beleza impressa na estética de linhas marcantes da sua arquitetura, balsamo para os olhos e compromisso com aqueles que jamais poderiam frequentar tais ambientes. Palavras duras, que contrariam a suposta ofensa na fronteira do essencial, discretamente com a preocupação de ocultar, por obvio que pareça, a constatação de uma realidade invisível aos olhos acostumados a nossa paisagem política. Enfim, a frase despretensiosa é resposta àquela pergunta que todo cidadão não poderia colocar-se sem errar: "O que eles querem nós?" Não tenho a pretensão de desconstruir o tom profético do qual se vale esse grande homem público, mas de apresentar o que Niemeyer não disse, obedecendo uma necessidade, acertar as contas com obvio. Claro, sem a mesma beleza q...
Quando o ministro Joaquim Barbosa reclamou da morosidade da justiça, lembrando a prescrição de crimes cometidos contra o patrimônio público o ministro Teori Zavascki derrubou a tese levantada por ele. Ou seja, Teori foi mais rápido pra mandar soltar, do que a Polícia Federal para prender a quadrilha (lava jato) responsável pela lavagem de 10 bilhões de reais! Se não fosse essa estranha morosidade poderíamos esperar o quê? O murmurar do ministro Joaquim Barbosa, soa sutil elogio a si mesmo e a justiça brasileira ao indicar o tempo como responsável cuja existência inviabilizaria a própria justiça. Ora, estamos falando de narrativas criadas num Estado maculado, cheio de vícios e que não têm agido no tempo legal! Apenas para salvaguardar interesses de quadrilhas. Aliás, o STF atua a tempo em alguns casos apenas, como fizeram Dias Toffoli e Teori Zavascki. Reforçando outra tese, onde o agente da ilegalidade se apossou do Estado, agindo metodicamente fazendo a corrupção impregnar-s...
O fato ocorreu faz vinte e cinco anos. A época, eu estava no começo do que poderia ter sido uma ótima carreira profissional. Poderia, se não fosse o Ulisses. Isso mesmo, Ulisses! Depois de aprovado na entrevista, iria atuar na área comercial da empresa, uma multinacional portuguesa, líder mundial na fabricação de cabos navais. Bem recomendado, esperava por um lugar ao sol. Ingenuamente pensava. Com pouco tempo de casa, tive a importante missão de recepcionar o diretor presidente da empresa em visita ao Brasil. No grande dia, no aeroporto, fiquei surpreso ao me deparar com o jovem presidente. Tinha no máximo quarenta, doutor em história pela Universidade de Coimbra e bem comunicativo. Enfim causou-me boa impressão. No cafezinho de boas vindas ainda no aeroporto já havíamos conquistado um certo grau de cordialidade. Contudo, uma observação feita por ele no carro, antes de seguirmos para o hotel, surpreendeu-me. Ocorre que no banco traseiro estava uma surrada ed...
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