Qual é a tua fila?

Qual o sentido de um modelo de gestão em saúde; concentrador que não consegue atender adequadamente as demandas da população local?

Acompanhe a lógica:

Perceba como as questões que envolvem a saúde estão ocupando espaço cada vez maior em nosso dia-a-dia. Basta ligar a TV. Apesar de recursos destinados a programas de saúde serem aumentados, dobrados, redobrados: #Maishospitais, #maismédicos, #maisremédio, notamos a massificação de doenças crônicas, tais como o Câncer e Hepatite C. 

Esse é o ponto obscuro da gestão do sistema, no qual interesses nada republicanos imperam acima dos interesses da sociedade. Logo podemos concluír que a doença é supostamente meio eficaz para o sequestro das economias de um país, na forma da lei, pois democraticamente ela nivela todos ao reino da necessidade deles. Deles quem?

Vale lembrar, porém que o: 

* 1º mercado mundial é o de armas; 
* 2º é do petróleo;
* 3º é de saúde. 

Entre eles há uma sinergia própria, juntos buscam por resultados extravagantes, acima de qualquer coisa. Coincidência ou não, nosso deficit no setor fármaco-químico avançou simultaneamente ao desenvolvimento do Pré-Sal, especificamente partir do Leilão do Campo de Libra no ano de 2007. Desde então, o defícit no setor não parou de crescer. 

Mas as extravagâncias não param por aí, coincide com o meteórico crescimento da Amil, em ato continuo repassada a norte-americana UnitedHealth, a número 1 do mundo. Não menos extravagante foi o desfinanciamento do SUS durante o vertiginoso crescimento da Amil e a decisão do governo financiar o Complexo Industrial da Saúde com recursos retirados do SUS com aprovação da PEC29. Além disso os transgênicos avançaram na produção de alimentos. Assim o SUS é maior comprador mundial de medicamentos e os brasileiros os maiores consumidores mundiais de pesticidas.

Em 2011, o nosso déficit no setor de fármacos chegou a 10 bilhões, em 2012, a 13 bilhões. A tendencia de alta vertiginosa se deu à partir do ano de 2007 (Leilão do Campo de Libra)

Portanto, quando falamos em saúde no Brasil, referimo-nos a biotecnologia, ao lobby da UnitedHealth, da Monsanto iinclusive da Chevron. 

Estes conglomerados, transformaram nosso país em um Oriente Médio sem guerra, com dinâmica própria no exercicio da violência, segundo a lógica destes mercados. 

Ou seja, quanto mais médicos, mais doença, quanto mais remédios, mais déficit. Quanto maior o déficit, mais recursos para campanhas eleitorais. 

Logo o Estado que deveria nos defender, retroalimenta este moedor de carne humano, com pedaladas fiscais, superavits primários, empoderando banqueiros, 'filantropo capitalistas da saúde e da educação públicas'.

Então, mais doentes, mais remédios e mais déficit. 

Navegar é preciso. Viver, no Brasil, não faz sentido.


Claudemir Sereno

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