Mineradora Vale S/A: Haverá um tempo em que as pessoas pegarão em armas, não para defenderem o direito a democracia, mas garantirem o direito a uma vida saudável.

No Brasil, evitar agrotóxicos ou qualquer outro produto que cause dano a saúde é quase impossível. Ainda que exista a premissa, evitar agrotóxicos por uso de técnicas que respeite a natureza, ela não faz parte da política do Governo para sociedade brasileira.

Em 2013, o Ministério da Agricultura com aval da Anvisa importou 5 quilos de pesticidas por habitante. A consequência veio rápido, em 2014 o INCA revisou as previsões para novos casos de câncer de 520 para 600 mil, considerando apenas o Estado do Mato Grosso do Sul, especificamente na cidade de Lucas do Rio Verde.

O governo impõe o consumo involuntário ao cidadão passando a impressão que o agravamento das condições de saúde seria a meta a ser conquistada a medida que isso se repete também na pecuária e na mineração.

Quer dizer, animais criados a base de antibióticos, hormônios e anabolizantes. O leite essencial para nossas crianças, batizado com soda cáustica e formol. Quais as justificativas oficiais para a epidemia de câncer em nosso país? Até quando ficaremos submetidos a este estado de coisas? Afinal, são muitos questionamentos para as mesmas respostas de sempre: Dólar, inflação, juros, exportações. 

Foi patético, ouvir repetidas vezes a Presidente Dilma em seu programa: "Café com a Presidenta" dizer que "Saúde não tem preço" e que distribuía remédios a 7,8 milhões de diabéticos. Hoje são quantos? 10 milhões, 12....

Deveríamos esperar o quê ? 

Quando o governo vem a público com números aterradores fazer marketing político "Saúde não tem preço" enquanto o Ministério da Saúde desembolsa 10% do orçamento em quimioterapia fazendo do país o maior comprador mundial de medicamentos.  Dá vontade de ir embora daqui, sem olhar pra trás! (Interfarma) 

Repare, existe algo de "Podre no Reino da Dinamarca", como se fosse um algoritmo que se repete, cujo governo e oposição se esforçam por ocultar. Eis a Globo. Eis o financiamento privado de campanhas.

Todavia o manto da benevolência do Governo, seja ele qual for, esconde ações em prol dos setores fármaco-químico. Com discurso solidário dirigido aos menos favorecidos, Dilma, Lula, FHC e Temer deixam pistas sobre a fusão entre a condição social e doença. Confinando o cidadão entre a morte social e a morte politica, imerso no puro assistencialismo. Eis o Estado. 

Nesse território habitado por canalhas, o cidadão se espreme na esperança de cura em inumeráveis filas. Paradoxalmente em plena barbárie, resta-lhes apenas a caridade do único responsável por todo esse descaso, o próprio Estado. 

Portanto, o governo cria as próprias demandas impondo, logo após, o crivo da própria insuficiência a sociedade. Eis a gênese neoliberal brasileira desde 1891. Eis a privatização da saúde, educação, inclusiva da soberania nacional. 

No contexto do Município de São Paulo a estratégia fica ainda mais evidente. O número de pessoas contaminadas com vírus da Hepatite C dobrou. No período a Secretaria Municipal de Saúde dobrou os gastos com medicamentos. Segundo estimativas oficiais há 750 mil contaminados com HIV, cujo foco são adolescentes. Nesse grupo, um em cada cinco jovens, irá abandonar o tratamento. 

Ao analisar esse contexto o descolamento entre cidadania e politica fica evidente, numa lógica perversa constatamos que, apesar dos indicadores no âmbito da saúde pública piorarem ano após ano, esses são recebidos pelo vigoroso mercado com euforia nas Bolsas de Valores. Eis os grandes financiadores da política nacional. Eis a Bovespa, o dito mercado.

Keynes dizia, "quando o desenvolvimento do capital de um país se torna subproduto das atividades de um cassino o serviço provavelmente será malfeito". Eis a Mineradora Vale S/A.

Ainda que a mídia dê sinais que algo não vai bem, nas telenovelas com narrativas envolvendo o contexto hospitalar e saúde, inclusive com a divulgação de matérias jornalisticas. Agem pedagogicamente em favor desse poder. Eis a evidencia da mudança de orientação de George Soros com a substituição da função adaptativa pela função manipuladora.

Assim se constitui elemento fundamental dessa teoria, reforçando o discurso oficial, embora transformando-o em crença. O processo de marketing, criativo e mentiroso, transfere para o reino dos céus, qualquer responsabilidade pela massificação de doenças, que atinge a todos inapelavelmente. A partir daí, mesmo que a sociedade continue a agir como se nada tivesse acontecido, o recado foi dado. A política sem território é religião.

Portanto, se classe política e o judiciário insistirem na quebra sistemática do nexo entre adoecimento e transferência de recursos públicos para grupos de interesses especiais, ao termino o Brasil, será um paraíso habitado por assassinos sem maldade e por vitimas sem ódio, não haverá maldade, só escombros. Eis os direitos humanos do simbolo máximo do STF, Gilmar Mendes.

Seria preciso fazer uma distinção, a corrupção na saúde (biotecnologia) se diferencia das outras formas, essa vincula-se ao Câncer, Aids, Hepatite C, Infecção hospitalar, Microcefalia etc. Dentre as formas de corrupção, essa mereceria um capitulo especial nas leis brasileiras. Eis a boa legislação para a UnitedHealth.

Apesar do cenário a sociedade anseia por mudanças, das quais sou signatário e pelas quais também tenho lutado. Mas no meu humilde ponto de vista, não há o que fazer. Falta-nos a experiencia da vingança pois de nada vale bater panelas, promover manifestações enquanto somos dizimados. Pura estupidez!


Claudemir Sereno 

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